Operação “Verlust” apura fraude bancária contra moradora de Taguatinga
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (20), a Operação “Verlust”. A ação, conduzida pela 15ª Delegacia de Polícia, cumpriu um mandado de busca domiciliar em uma investigação que apura furto mediante fraude e movimentações bancárias ilícitas contra uma mulher de 50 anos, moradora de Taguatinga.
Segundo a investigação, uma mulher de 24 anos utilizou indevidamente o cartão bancário da vítima entre janeiro e novembro de 2025. Nesse período, ela realizou compras, saques e diversos pagamentos, causando prejuízo superior a R$ 51 mil. De acordo com a PCDF, a suspeita utilizou o cartão físico da vítima, inseriu o chip e digitou corretamente a senha bancária. Por isso, os investigadores descartaram inicialmente a hipótese de fraude eletrônica remota.
Compras e transferências
Em seguida, após analisarem os extratos bancários, os policiais identificaram várias transações realizadas em benefício direto da investigada. Entre elas, apareceram compras em uma rede varejista de eletrodomésticos, com notas fiscais emitidas em nome da suspeita e entrega dos produtos em um endereço ligado a ela, em Águas Lindas de Goiás. Além disso, a investigada comprou móveis, eletrodomésticos e itens de uso doméstico com o dinheiro desviado da conta da vítima.
Os investigadores também identificaram compras sucessivas em maquininhas de cartão, que ultrapassaram R$ 6 mil. Durante depoimento, um comerciante afirmou que a mulher disse estar usando o cartão de uma suposta tia e pediu que os valores pagos no débito fossem devolvidos posteriormente via PIX para sua conta pessoal.
Ainda segundo a investigação, os policiais localizaram transferências para uma conta bancária vinculada à própria suspeita. Da mesma forma, eles identificaram pagamentos destinados ao carregamento de cartão de transporte e despesas relacionadas ao curso técnico de enfermagem frequentado por ela.
Mandado de busca
Durante a operação desta quarta-feira, equipes da 15ª DP buscaram localizar o cartão bancário da vítima, produtos comprados com o dinheiro desviado, aparelhos eletrônicos, documentos financeiros, comprovantes de transações bancárias e outros elementos ligados ao caso.
Ao final das diligências, a PCDF indiciou a investigada por furto qualificado mediante fraude em continuidade delitiva. A pena prevista varia de 2 a 8 anos de reclusão, além de multa. No entanto, segundo a corporação, o aumento previsto pela continuidade delitiva pode elevar a pena para mais de 13 anos de prisão.
Significado da operação
O nome da operação faz referência à palavra alemã “Verlust”, que significa “perda”. A polícia escolheu o termo em alusão ao desaparecimento gradual dos valores da conta da vítima ao longo de vários meses, sem que ela percebesse inicialmente as movimentações fraudulentas.
*Com informações da PCDF.
Por: Rafaella Iack.
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