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Homem é detido por violência doméstica em condomínio de Taguatinga

Homem é detido por violência doméstica em condomínio de Taguatinga

Na madrugada deste domingo (8), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu um homem por violência doméstica em um condomínio (Top Life) localizado na QI 24, em Taguatinga. Por volta das 2h30, equipes do 2º Batalhão atenderam ao chamado. Ao chegarem ao apartamento indicado, os policiais encontraram o imóvel em estado de desordem. Além disso, havia diversos objetos quebrados e espalhados pelo chão.

Relato da vítima

No local, a vítima apresentava lesões visíveis na face e o rosto ensanguentado. Segundo o relato, o companheiro a agrediu com socos durante uma discussão familiar. Ainda de acordo com a PMDF, no momento das agressões, outros familiares estavam no imóvel, inclusive um menor de idade.

Diante da situação, os policiais detiveram o agressor em flagrante. Em seguida, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestaram os primeiros socorros à vítima no local. Posteriormente, familiares a encaminharam para uma unidade hospitalar particular para atendimento especializado.

Encaminhamento à delegacia

Enquanto isso, o agressor, que apresentava lesões leves, recebeu atendimento médico na UPA do Núcleo Bandeirante. Após o atendimento de saúde, a PMDF conduziu o homem à 21ª Delegacia de Polícia Civil, onde a autoridade policial o autuou por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha.

Pacto Nacional contra o feminicídio

O caso ocorre dias depois de o governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançarem o Pacto Nacional: Brasil contra o Feminicídio. A iniciativa, por sua vez, estabelece atuação coordenada e permanente entre os Três Poderes para prevenir a violência contra meninas e mulheres em todo o país.

Medidas integradas

Nesse sentido, o acordo reconhece a violência contra a mulher como uma crise estrutural. Por isso, o pacto prevê ações integradas para acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência, ampliar ações educativas e, ao mesmo tempo, responsabilizar agressores, combatendo a impunidade.

Novas frentes de atuação

Além disso, o pacto busca reduzir o tempo entre a denúncia e a proteção efetiva da mulher, promover o compartilhamento de informações entre Executivo, Legislativo e Judiciário e enfrentar novas formas de violência, como, por exemplo, a violência digital. Paralelamente, a estratégia prioriza mulheres em situação de maior vulnerabilidade, entre elas negras, indígenas, quilombolas, periféricas, idosas e moradoras de áreas remotas.

Engajamento da sociedade

Como parte da estratégia, o governo lança a campanha Todos Juntos por Todas, que convoca toda a sociedade a assumir papel ativo no enfrentamento à violência. Nesse contexto, o site TodosPorTodas.br reúne informações sobre o pacto, divulga ações previstas, apresenta canais de denúncia e políticas públicas de proteção e, ainda, disponibiliza um guia com orientações sobre os diferentes tipos de violência e comunicação responsável.

Dados reforçam a gravidade

Por fim, dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que, em 2025, a Justiça brasileira julgou 15.453 casos de feminicídio, média de 42 julgamentos por dia, o que representa aumento de 17% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o Judiciário concedeu 621.202 medidas protetivas, cerca de 70 por hora, enquanto o Ligue 180 registrou média de 425 denúncias diárias.

Acompanhamento permanente

Para garantir a execução das ações, o pacto cria um Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. Assim, o colegiado reúne representantes dos Três Poderes, além de ministérios públicos e defensorias públicas, assegurando acompanhamento contínuo, articulação federativa, transparência e cobrança pública de resultados.

*Com informações da PMDF e da Agência Brasil.

Por: Rafaella Iack.

 

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