Operação Mão Leve: neta furta R$ 47 mil da avó
No dia (30/04), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou a Operação Mão Leve. A ação ocorreu por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). Além disso, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em Taguatinga. A Justiça da 1ª Vara Criminal de Ceilândia autorizou a medida.
Idosa identificou movimentações suspeitas na conta
A investigação começou após uma denúncia registrada por uma mulher de 71 anos. A vítima percebeu movimentações estranhas em sua conta bancária e procurou a Polícia Civil. Assim, durante a apuração, os investigadores identificaram transferências via PIX e empréstimos feitos sem autorização. Ao todo, o prejuízo ultrapassou R$ 47 mil.
Segundo a PCDF, a principal suspeita é a neta da vítima, de 18 anos. Além dela, o namorado da jovem, de 44 anos, também teria participado da fraude. Portanto, de acordo com os policiais, o casal aproveitou a relação de confiança familiar e a vulnerabilidade da idosa para cometer os crimes. Como resultado, a vítima sofreu impactos financeiros e emocionais.
Valores desviados eram usados em apostas
Além disso, as investigações também apontaram que parte do dinheiro desviado financiava apostas esportivas em plataformas conhecidas como “bets”. Em apenas uma dessas plataformas, os suspeitos gastaram cerca de R$ 5 mil.
Nesse sentido, a equipe da Decrin cumpriu o mandado de busca e apreensão na residência dos investigados, em Taguatinga. Durante a operação, os policiais apreenderam dois celulares, dois facões, documentos e um cartão de crédito em nome da suspeita.
Em seguida, os agentes encaminharam os celulares ao Instituto de Criminalística. Já os documentos passarão por análise da Polícia Civil para dar continuidade às investigações. A Polícia Civil indiciou os investigados por furto mediante fraude por meio de dispositivo eletrônico. Além disso, o crime teve agravante por envolver vítima idosa, conforme previsto no artigo 155 do Código Penal. Em síntese, somadas, as penas podem chegar a 16 anos de reclusão, além de multa.
*Com informações da PCDF.
Por: Maria Luiza Couto.
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