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Operação Pulso Falso desarticula fraude interestadual com equipamentos médicos

Operação Pulso Falso desarticula fraude interestadual com equipamentos médicos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente um homem suspeito de liderar um esquema interestadual de fraudes e apropriação indébita qualificada de equipamentos médicos de alto custo. A ação ocorreu, inicialmente, por meio da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), responsável pela deflagração da Operação Pulso Falso.

Ao longo das investigações, a polícia identificou crimes de estelionato e apropriação indébita qualificada com atuação no Distrito Federal e nos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. Além disso, cada equipamento subtraído possui valor de mercado entre R$ 18 mil e R$ 23 mil, o que provocou prejuízos expressivos às unidades de saúde.

Modus operandi

De acordo com os investigadores, o suspeito se apresentava como paciente em clínicas de cardiologia, agendava exames especializados e, em seguida, permitia a instalação de aparelhos de MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) e Holter. Posteriormente, ele assinava termos de responsabilidade com dados que dificultavam sua localização.

Após o período de 24 horas previsto para a realização dos exames, o homem não devolvia os equipamentos. Dessa forma, causava prejuízos sucessivos às clínicas. Inicialmente, a prática criminosa teve início no Distrito Federal e, logo depois, se expandiu para outros cinco estados.

Ação integrada

Paralelamente às investigações no DF, a Polícia Civil do Estado do Pará cumpriu o mandado de prisão preventiva e apreendeu aparelhos celulares e o passaporte do investigado. Na sequência, a Justiça autorizou a quebra do sigilo telemático do material apreendido, com o objetivo de identificar possíveis receptadores dos equipamentos médicos.

Por fim, as forças de segurança realizaram o recambiamento do preso para o Distrito Federal em aeronave do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), reforçando a atuação conjunta entre os órgãos.

Atualmente, o investigado já se encontra no Distrito Federal e permanece na carceragem da PCDF, à disposição do Poder Judiciário. Enquanto isso, a polícia dá continuidade às investigações para localizar os equipamentos subtraídos e apurar a participação de terceiros na comercialização dos aparelhos no mercado paralelo.

*Com informações da PCDF.

Por: Rafaella Iack.

 

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