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Casos de contaminação do arroz ocorrem em escolas no DF

Na quarta-feira (5), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou que a Secretaria de Estado de Educação do DF (SEE-DF) apresente explicações, em até dez dias, sobre irregularidades graves na qualidade e no acondicionamento dos alimentos fornecidos às escolas da rede pública de ensino do DF. Assim, tomada a decisão na sessão plenária, depois que o TCDF analisou denúncias de arroz contaminado por carunchos e larvas, falhas de higiene nos depósitos e problemas estruturais nas cozinhas das unidades escolares.

De acordo com o relatório do Conselho de Alimentação Escolar do DF (CAE/DF), fiscalizações recentes realizadas em escolas das Regiões Administrativas de Taguatinga, Plano Piloto, Planaltina, Riacho Fundo e Samambaia. Como resultado, apontaram a presença de insetos na merenda escolar. Segundo o CAE/DF, as vistorias confirmaram a recorrência da contaminação e encontraram pacotes de arroz impróprios para consumo, tanto em depósitos quanto sendo preparados nas cozinhas das escolas.

Dessa forma, ao fiscalizarem as unidades, o Centro de Ensino Médio 2 de Planaltina e o Centro de Educação Infantil 8 de Taguatinga apresentaram dezenas de pacotes de arroz com carunchos vivos. Diante disso, no Centro Educacional 1 do Riacho Fundo, uma aluna chegou a registrar em vídeo a presença de larvas na canjica servida aos estudantes, fato confirmado pelos conselheiros do CAE/DF durante visita técnica. Logo, também encontraram feijões contaminados, carne sem identificação de procedência e instalações inadequadas, com falta de ventilação, paredes danificadas e tubulações de gás expostas.

Falta de higiene e mal armazenamento dos alimentos

Assim, a denúncia aponta que ao visitar o Depósito Central da SEE/DF no início do ano, foram encontrados dois paletes de arroz armazenados fora do galpão devido à contaminação, totalizando mais de 48 toneladas de produto impróprio. Além disso, as inspeções anteriores ainda revelaram presença de moscas, baratas e formigas próximas às áreas de preparo e equipamentos de refrigeração sem controle de temperatura.

A princípio, para garantir a saúde e a segurança dos alunos da rede pública de ensino, o TCDF também fez um alerta para que a SEE/DF melhore o controle de qualidade, o monitoramento dos estoques e as condições de armazenamento dos alimentos, a fim de evitar que produtos contaminados sejam oferecidos às escolas públicas do DF.

Segurança nas refeições escolares

Logo, o TCDF tem trabalhado para assegurar que as refeições a mais de 400 mil alunos da rede pública de ensino sejam preparadas de forma correta, segura e em conformidade com as normas sanitárias.

Dessa maneira, em 05 de novembro o TCDF determinou que a SEE/DF se manifeste em até 10 dias sobre as possíveis irregularidades no fornecimento de arroz, supostamente impróprio na merenda das escolas públicas. Também, a Corte alertou a pasta sobre a necessidade de adotar medidas imediatas de controle de qualidade para evitar o fornecimento de alimentos inadequados aos estudantes.

*Com informações do TCDF.

Por: Maria Luiza Couto.

 

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