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Após mais de 10 anos, GDF começa a ocupar o Centro Administrativo em Taguatinga

Após mais de 10 anos, GDF começa a ocupar o Centro Administrativo em Taguatinga

O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, nesta segunda-feira (1º), a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF), em Taguatinga. A governadora Celina Leão determinou a medida como parte de uma estratégia para reduzir despesas com aluguéis e, ao mesmo tempo, otimizar a estrutura da administração pública. Segundo a governadora, o governo vai priorizar a transferência das secretarias que atualmente funcionam em imóveis alugados.

“Estamos dando um passo importante para reduzir gastos com aluguel no GDF. Hoje já temos a possibilidade concreta de ocupar esse espaço. A orientação é que as secretarias que hoje utilizam recursos públicos com aluguel sejam as primeiras a se instalar”, afirmou.

Além disso, Celina Leão destacou que o governo construiu o espaço para concentrar órgãos públicos e que a estrutura permanece em boas condições.

“Também faremos a transferência do nosso gabinete, junto com outras áreas estratégicas. A ideia é estruturar um planejamento para ocupar 100% do CADF”, acrescentou.

Ocupação gradual

A partir de agora, o GDF pretende ocupar gradualmente os 182 mil metros quadrados do complexo, distribuídos em 16 edifícios. Dessa forma, o governo vai concentrar órgãos estratégicos que hoje funcionam em prédios alugados em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal.

Inicialmente, a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) será a primeira pasta a se mudar para o local. Segundo o secretário de Obras, Valter Casimiro, a secretaria vai liderar as intervenções necessárias para receber os demais órgãos.

“Nós vamos iniciar a alocação nos prédios do Centro Administrativo, e a Secretaria de Obras será responsável por conduzir todas as intervenções necessárias para receber as demais secretarias. O detalhamento das ações já começou, em conjunto com a Secretaria de Economia, e também será feito com a Casa Civil, que vai coordenar a destinação dos prédios e definir quais áreas serão ocupadas por cada órgão do governo”, explicou.

Manutenção no complexo

Enquanto o processo de transferência avança, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) realiza serviços de recuperação paisagística, incluindo manutenção dos gramados e limpeza das calçadas, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

Além disso, a Secretaria de Economia acionou a manutenção dos elevadores do complexo. Paralelamente, a Secretaria de Obras levanta as principais demandas estruturais, como impermeabilização de lajes e recuperação de calçadas e calhas, para viabilizar a ocupação do espaço.

De imediato, mais de 150 servidores da Secretaria de Obras passarão a trabalhar no local. Em seguida, o governo transferirá as demais secretarias de forma gradual, conforme o cronograma definido.

Imóveis alugados

Além da Secretaria de Obras, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) também participará do processo de mudança para o Centro Administrativo. Segundo o secretário Marcelo Vaz, o governo orientou os órgãos instalados em imóveis alugados a renovarem os contratos apenas pelo período necessário para concluir a transferência.

“A governadora convocou alguns secretários para conhecer o local, com o objetivo de avaliarmos a situação do empreendimento, especialmente das pastas que hoje funcionam em imóveis alugados. No nosso caso, o contrato está próximo do vencimento, e a orientação foi renovar apenas pelo período necessário para viabilizar a mudança o quanto antes”, afirmou.

Entre os órgãos prioritários para ocupar o CADF estão a Seduh, a Casa Civil, a Casa Militar e a Secretaria de Governo.

Complexo sem ocupação

Vale destacar que o GDF construiu o CADF há pouco mais de dez anos para reunir diversas secretarias e órgãos em um único espaço. No entanto, apesar de entregar o empreendimento em 2014, o governo nunca ocupou totalmente o complexo.

Ao longo dos anos, disputas judiciais, questionamentos contratuais e impasses relacionados aos custos da obra impediram a ocupação definitiva do espaço. Como resultado, o complexo permaneceu subutilizado durante anos.

Economia local

Além de reduzir gastos com aluguéis, o GDF acredita que a ocupação do Centro Administrativo impulsionará a economia de Taguatinga. Com o aumento da circulação de servidores, visitantes e prestadores de serviço, a expectativa é fortalecer a atividade econômica no entorno do complexo.

Por sua vez, o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, afirmou que o governo organizará as mudanças de forma escalonada para evitar prejuízos ao atendimento da população.

“Essa mudança representa uma nova lógica de gestão: menos desperdício, mais planejamento e mais investimento onde realmente importa, que é o atendimento ao cidadão”, declarou.

Segundo o secretário, o GDF ainda calcula o impacto financeiro da medida. Ainda assim, o governo mantém o planejamento para avançar com a ocupação do espaço.

“A governadora vai organizar a logística dessa transição para não termos prejuízos. Tudo está sendo feito com muita responsabilidade e cautela”, concluiu.

A ocupação do complexo marca uma nova etapa na gestão dos espaços públicos do DF, com a expectativa de gerar economia aos cofres públicos e dar uma destinação definitiva a uma estrutura que permaneceu subutilizada por anos.

*Com informações da Agência Brasília.

Por: Rafaella Iack.

 

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