Policial militar é condenado por duas tentativas de homicídio em boate de Taguatinga
Na última quinta-feira (11), a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Taguatinga obteve a condenação do policial militar Danilo Ferreira Lopes por duas tentativas de homicídio duplamente qualificadas. Os crimes ocorreram na madrugada de 18 de agosto de 2024, em uma casa noturna de Taguatinga.
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes, conforme sustentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A Justiça fixou a pena em seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.
No entanto, a sentença não determinou a perda do cargo de policial militar. Por isso, o MPDFT informou que recorrerá da decisão para pedir o aumento da pena e a decretação da perda da função pública.
Entenda o caso
De acordo com as provas apresentadas em plenário, o policial consumia bebida alcoólica e exibia uma arma de fogo dentro da boate. A atitude gerou preocupação entre frequentadores e funcionários do estabelecimento.
Quando um segurança o advertiu, o militar reagiu de forma agressiva. Além disso, questionou a autoridade do funcionário e apontou a pistola em sua direção. Em seguida, acionou o gatilho diversas vezes, mas a arma não disparou.
Logo depois, ele direcionou sua atenção a um empresário que passava pelo local. Primeiro, arremessou uma garrafa contra a vítima. Em seguida, efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu o homem. Apesar da gravidade dos ferimentos, a vítima recebeu atendimento médico e sobreviveu.
Suspeito foi ao hospital após o crime
Após o ataque, o policial seguiu até o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), para onde os socorristas haviam levado o empresário.
Segundo testemunhas, ele procurava a vítima e afirmava que iria “terminar o serviço”. Os relatos reforçaram a acusação apresentada pelo Ministério Público durante o julgamento.
Ministério Público vai recorrer
Para o MPDFT, as circunstâncias do caso justificam uma punição mais severa. Além disso, o órgão entende que a condenação por crimes dolosos contra a vida também justifica a perda do cargo público. Dessa forma, os promotores irão apresentar recurso contra a decisão.
O policial já responde a outro processo criminal. Em denúncia anterior apresentada pelo MPDFT, ele foi acusado de agredir um colega durante o 16º Curso de Formação do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), do Batalhão de Choque.
Segundo a acusação, as agressões causaram graves lesões na vítima e resultaram em internação hospitalar.
Processo: 0719479-08.2024.8.07.0007
Por: Maria Luiza Couto.
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