Líder de jovens de igreja é preso por estupro de vulnerável em Taguatinga
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 15ª Delegacia de Polícia (DP), prendeu na tarde do dia (1º) quarta-feira, em Taguatinga, um homem de 30 anos, alvo de investigação pela prática de estupro de vulnerável.
Inicialmente, as investigações começaram em julho deste ano, quando a mãe da vítima, um jovem de 13 anos de idade, ter descoberto conversas de texto, de cunho sexual, entre o adolescente e o autor. Dessa maneira, demonstrando um relacionamento impróprio entre eles.
Além disso, no decorrer da apuração, o irmão da vítima, de 20 anos, revelou ter praticado atos libidinosos com o autor, quando estava por volta dos seus 14 anos de idade. Anteriormente, em uma dessas ocasiões, o jovem estava na casa do suspeito com um amigo, que tinha na época entre 12 e 13 anos. O homem tentou praticar atos com o amigo e após a recusa, para satisfazer sua lascívia, realizou as ações com o primeiro, na presença do segundo, fato que também configura infração criminal.
Como o autor agia
O autor era amigo da família e tinha a confiança da mãe das vítimas. Ele era o líder de jovens da igreja que a família frequentava. Forma como ele atraía os jovens para a sua casa com o pretexto de jogarem videogame.
Sendo assim, a investigação reuniu diversos elementos que confirmaram a prática criminosa, com prints de conversas em aplicativos, além de depoimentos consistentes das vítimas e testemunhas.
Pela gravidade do caso e da constatação de que os crimes vinham acontecendo (desde 2019), a prisão do investigado ocorreu no dia (1/10) quarta-feira, na casa do autor, em Taguatinga.
Após a prisão, o autor confessou, durante o interrogatório, ter praticado atos libidinosos com a vítima de 13 anos de idade. Porém, ele negou ter tentado praticar as ações com o amigo e o irmão da vítima.
Prisão
Apesar de ter negado, o autor foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, tentativa de estupro de vulnerável e satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente. Ademais, as penas somadas podem alcançar 29 anos de prisão. Depois do seu interrogatório, o preso foi encaminhado à carceragem da PCDF, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A operação recebeu o nome de ¨Game Over¨, pois o investigado utilizava o videogame para atrair e conquistar a confiança das vítimas, simbolizando não só isso, mas também, o fim dessa estratégia criminosa e o encerramento da atuação delitiva do ex-líder.
*Com informações da PCDF.
Por: Maria Luiza Couto.
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